Especialistas reforçam a importância do acompanhamento integrado e explicam por que exames da tireoide, taxas hormonais, densidade óssea e saúde mamária devem ser indicados conforme idade, sintomas e histórico clínico.
A chegada do segundo semestre costuma funcionar como um lembrete para quem adiou consultas e exames ao longo do ano. Para as mulheres, porém, manter a saúde em dia vai além da avaliação ginecológica: alterações metabólicas, hormonais, ósseas e mamárias também precisam ser observadas de acordo com cada fase da vida.
Em meio às ações do Agosto Lilás, campanha de enfrentamento à violência contra a mulher, especialistas da UniClínica BH ressaltam que o cuidado integral também envolve ampliar o acesso à informação, ao acolhimento e aos serviços de saúde. A proposta não é estabelecer uma lista obrigatória de exames, mas construir um acompanhamento individualizado.
“Não existe um check-up igual para todas as mulheres. A indicação depende da idade, dos sintomas, do histórico familiar, do uso de medicamentos e de condições como menopausa, diabetes e hipertensão. Solicitar exames sem critério também pode gerar ansiedade e investigações desnecessárias”, explica a equipe médica.
A avaliação da tireoide, por exemplo, pode ser considerada diante de sintomas como cansaço persistente, alterações de peso, mudanças no ciclo menstrual, queda de cabelo e intolerância ao frio ou ao calor. Já a dosagem de hormônios sexuais não precisa ser feita rotineiramente em todas as pacientes, mas pode auxiliar na investigação de irregularidades menstruais, infertilidade e sintomas do climatério.
A saúde óssea merece atenção especial após a menopausa, quando a redução do estrogênio pode acelerar a perda de massa óssea. A densitometria é indicada conforme idade e fatores de risco, como menopausa precoce, histórico familiar de osteoporose, baixo peso, fraturas anteriores e uso prolongado de determinados medicamentos.
O acompanhamento das mamas também deve respeitar critérios individuais. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento, no Sistema Único de Saúde, a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos sem sinais ou sintomas. Fora dessa faixa etária, a necessidade pode ser avaliada conforme riscos e alterações percebidas. Nódulos, secreções, mudanças na pele ou no formato da mama exigem investigação, independentemente da idade.
Além desses cuidados, a consulta pode incluir a avaliação da pressão arterial, glicemia, colesterol, vacinação, saúde emocional e rastreamento do câncer do colo do útero. A reunião de diferentes especialidades em um mesmo espaço facilita a troca de informações e reduz a fragmentação do atendimento.
“Quando ginecologia e endocrinologia analisam a paciente de maneira integrada, evitamos olhar cada sintoma isoladamente. Uma alteração menstrual pode estar associada à tireoide, enquanto cansaço e mudanças de peso podem envolver diferentes fatores. Essa visão conjunta torna a investigação mais direcionada”, destaca a equipe.
Para os especialistas da UniClínica BH, o segundo semestre pode ser aproveitado para revisar o histórico de saúde e identificar quais acompanhamentos estão realmente pendentes. “Prevenção não significa realizar todos os exames disponíveis, mas receber uma avaliação cuidadosa e fazer, no momento adequado, aquilo que realmente pode beneficiar a saúde”, concluem.
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Fonte: Especialistas da UniClínica BH — clínica médica.






