Agosto Dourado: amamentação beneficia a saúde do bebê e também da mãe

Campanha reforça os benefícios do aleitamento materno para o desenvolvimento infantil e destaca os impactos positivos para a saúde física e emocional das mulheres, além da importância do acompanhamento multiprofissional durante esse período.

O oitavo mês do ano traz consigo uma cor e uma causa de extrema relevância para a saúde pública: o Agosto Dourado. A campanha internacional simboliza a luta pelo incentivo ao aleitamento materno, considerado o padrão ouro de nutrição para os recém-nascidos. No entanto, para além dos conhecidos ganhos para o desenvolvimento das crianças, a equipe médica da Uniclínica BH alerta que a prática desempenha um papel fundamental na preservação da saúde física e emocional das mulheres.

O leite materno é um alimento completo, capaz de suprir todas as necessidades nutricionais da criança até os seis meses de vida de forma exclusiva, além de atuar como uma verdadeira primeira vacina. Ele carrega anticorpos e imunoglobulinas essenciais para proteger o recém-nascido contra infecções respiratórias, diarreias e alergias.

Segundo especialistas da instituição, o impacto dessa alimentação se estende por toda a vida adulta. “O ato de amamentar previne uma série de complicações imediatas no bebê e reduz drasticamente as chances de a criança desenvolver condições crônicas no futuro, como obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão”, explicam.

Apesar de o foco frequentemente estar na criança, a mulher que amamenta experimenta reflexos positivos diretos em seu próprio organismo. No pós-parto imediato, a liberação do hormônio oxitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero, fazendo com que ele volte ao tamanho normal mais rapidamente e diminuindo o risco de hemorragias graves.

A longo prazo, a proteção se consolida contra doenças graves. “Estudos científicos demonstram que quanto maior for o tempo total de aleitamento ao longo da vida da mulher, menor é o risco de ela desenvolver câncer de mama, de ovário e de endométrio. A prática também melhora o metabolismo da glicose e reduz as chances de problemas cardiovasculares”, destaca o corpo clínico.

O ganho emocional também merece atenção. A troca de olhares e o contato pele a pele liberam hormônios associados ao bem-estar, fortalecendo o vínculo afetivo e ajudando na prevenção da depressão pós-parto.

Embora seja um processo natural, a amamentação nem sempre é simples. Fissuras mamilares, dor, ingurgitamento e a ansiedade em relação à produção de leite são obstáculos frequentes que levam muitas mulheres ao desmame precoce. Por isso, a presença de uma rede de apoio estruturada e o acompanhamento por uma equipe de saúde integrada fazem toda a diferença para a continuidade da prática.

Para o especialista, o acolhimento adequado é o fator decisivo para superar as dificuldades iniciais. “Amamentar é um aprendizado conjunto entre mãe e filho. Quando a mulher encontra orientação técnica humanizada e um ambiente seguro para tirar suas dúvidas, os desafios são superados com mais leveza e a saúde de ambos fica protegida”, conclui.

Saiba mais sobre o trabalho da UniClínica BH: @uniclinicabh

Fonte: Especialistas da UniClínica BH — clínica médica.

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