Reta final do ano: quais exames preventivos vale colocar em dia antes de 2027?

Equipe médica da UniClínica BH explica por que glicemia, exames de sangue e avaliações por imagem devem ser indicados conforme idade, sintomas e histórico de saúde, sem seguir uma lista igual para todos.

Com a aproximação do fim do ano, muitas pessoas procuram marcar consultas e realizar exames que ficaram pendentes. A iniciativa pode ajudar a retomar o acompanhamento da saúde, desde que o chamado check-up não seja reduzido a uma lista de exames solicitados sem avaliação individual.

Segundo a equipe médica da UniClínica BH, o ponto de partida é uma consulta para revisar o histórico de saúde, os medicamentos em uso, os hábitos e eventuais sintomas. “Duas pessoas da mesma idade podem precisar de cuidados diferentes. Uma pode ter histórico familiar de diabetes; outra, uma alteração anterior que exige acompanhamento. O exame deve responder a uma necessidade identificada nessa avaliação”, explicam os especialistas.

A glicemia, por exemplo, pode ajudar na investigação de diabetes e pré-diabetes quando há indicação clínica. Já exames relacionados a colesterol e outros fatores de risco podem fazer parte da avaliação cardiovascular. Os resultados precisam ser interpretados em conjunto com pressão arterial, histórico familiar e demais características do paciente.

Dosagens hormonais e de vitaminas não devem ser pedidas automaticamente para todos os adultos. Queixas como cansaço, queda de cabelo ou dificuldade para perder peso podem ter diferentes causas e exigem uma investigação direcionada. Solicitar muitos exames sem uma pergunta clínica clara também pode levar a achados sem relevância, novas avaliações desnecessárias e preocupação para o paciente. O Ministério da Saúde recomenda uma abordagem preventiva centrada nas necessidades de cada pessoa, evitando excessos.

“Quando alguém chega com uma lista pronta retirada da internet, nossa função é entender a preocupação por trás do pedido. Às vezes, um exame é importante; em outras situações, a conversa e o exame clínico apontam um caminho diferente”, afirma a equipe.

Exames de imagem também dependem de indicação

Ultrassonografias e outros exames de imagem podem ser úteis para investigar sintomas ou acompanhar uma condição já conhecida, mas não substituem a consulta. Há ainda exames de rastreamento recomendados para determinados grupos, de acordo com critérios como idade, histórico e periodicidade. Por isso, aproveitar os últimos meses do ano para revisar consultas anteriores pode ser mais útil do que marcar vários procedimentos por conta própria.

Também é importante levar resultados antigos ao atendimento. Comparar exames realizados em momentos diferentes ajuda a equipe a identificar mudanças, verificar orientações que ficaram pendentes e decidir se há necessidade de repetir algum teste.

Para a UniClínica BH, organizar a saúde antes de 2027 não significa concluir todos os exames até dezembro. Significa identificar o que precisa de atenção agora e estabelecer um acompanhamento possível para os meses seguintes. “A prevenção funciona melhor quando existe continuidade. Fazer exames em um único período do ano e depois ignorar os resultados ou os sintomas não substitui o cuidado regular”, concluem os especialistas.

Saiba mais sobre o trabalho da UniClínica BH: @uniclinicabh

Fonte: Especialistas da UniClínica BH — clínica médica.

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