Longos períodos na mesma posição, ausência de pausas e baixo nível de atividade física podem favorecer dores e limitações; especialistas explicam quando buscar ajuda, realizar exames e adotar cuidados preventivos.
Permanecer horas diante do computador, trabalhar em pé sem alternar a posição ou realizar movimentos repetitivos pode favorecer dores nas costas, no pescoço, nos ombros e nas articulações. Quando o desconforto se torna frequente, tarefas profissionais e atividades simples da rotina também podem ser prejudicadas.
Segundo a equipe médica da UniClínica BH, não existe uma única postura capaz de prevenir todas as dores. “Mesmo uma posição considerada adequada pode provocar desconforto quando é mantida durante muitas horas. O corpo precisa de movimento, alternância de tarefas e intervalos ao longo do dia”, explicam os especialistas.
Ajustar a altura da cadeira e da tela, apoiar os pés e manter os objetos utilizados com frequência ao alcance ajuda a reduzir esforços. Entretanto, a ergonomia não substitui a atividade física, o fortalecimento muscular e a mudança regular de posição.
Levantar-se, caminhar por alguns minutos e movimentar braços, ombros e coluna são medidas que podem interromper períodos prolongados de imobilidade. As pausas precisam ser compatíveis com a atividade e não devem envolver exercícios dolorosos ou movimentos realizados sem orientação.
“A dor não depende apenas da forma como a pessoa se senta. Condicionamento físico, sono, estresse, doenças anteriores e intensidade do trabalho também influenciam. Por isso, corrigir a cadeira pode ajudar, mas nem sempre resolve sozinho”, destaca a equipe.
A avaliação médica é indicada quando a dor persiste, piora progressivamente, limita movimentos ou retorna com frequência. Exames de imagem, como radiografia e ressonância magnética, podem ser solicitados conforme o histórico, o exame físico, a ocorrência de trauma e a suspeita de alterações específicas.
Nem toda dor exige exame imediato. Em muitos casos, a avaliação clínica permite iniciar o cuidado e acompanhar a evolução. Já perda de força, formigamento progressivo, febre, dor após queda, perda do controle da urina ou das fezes e dificuldade para caminhar exigem atendimento rápido.
“Prevenção não significa permanecer imóvel tentando sustentar uma postura perfeita. Significa preparar o corpo para as exigências do trabalho, variar posições e investigar sintomas persistentes. Quanto mais cedo as limitações são avaliadas, maiores são as possibilidades de evitar que a dor comprometa a rotina”, concluem os especialistas.
Saiba mais sobre o trabalho da UniClínica BH: @uniclinicabh
Fonte: Especialistas da UniClínica BH — clínica médica.






