Check-up do coração: quais avaliações ajudam a identificar riscos cardiovasculares silenciosos?

Pressão arterial, colesterol, glicemia e histórico familiar ajudam a definir o risco; especialistas da UniClínica BH explicam quando eletrocardiograma, teste ergométrico e outros exames podem ser indicados.

Hipertensão, colesterol elevado e diabetes podem evoluir durante anos sem provocar sintomas. Quando não são identificadas e controladas, essas condições aumentam o risco de infarto, acidente vascular cerebral e outras complicações cardiovasculares. Por isso, o check-up começa antes do surgimento de dor no peito ou falta de ar.

Segundo a equipe médica da UniClínica BH, a avaliação não consiste em solicitar a mesma lista de exames para todas as pessoas. “O primeiro passo é conhecer o histórico do paciente, medir a pressão, avaliar hábitos, sintomas, uso de medicamentos e casos de doenças cardiovasculares na família. Os exames são escolhidos a partir dessas informações”, explicam os especialistas.

Exames de sangue podem verificar colesterol, triglicerídeos e glicemia, além de outros indicadores conforme a condição clínica. Peso, circunferência abdominal, alimentação, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool também ajudam a compor a avaliação do risco cardiovascular.

O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração e pode identificar alterações do ritmo e da condução cardíaca. Entretanto, um resultado normal não significa ausência de todos os problemas cardiovasculares e o exame não substitui a análise dos demais fatores de risco.

Já o teste ergométrico acompanha o funcionamento do coração durante o esforço físico. Ele pode ser indicado diante de sintomas, alterações anteriores, necessidade de avaliar a resposta ao exercício ou condições específicas identificadas na consulta. Não há necessidade de realizá-lo indiscriminadamente em todas as pessoas sem sintomas.

“Fazer muitos exames não significa estar mais protegido. O cuidado está em solicitar aquilo que realmente ajuda a responder às dúvidas de cada paciente e, principalmente, transformar os resultados em acompanhamento, mudança de hábitos ou tratamento quando necessário”, destaca a equipe.

A frequência do check-up também deve ser individualizada. Pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade ou histórico familiar podem precisar de avaliações mais próximas. Idade, medicamentos utilizados e resultados anteriores também influenciam o intervalo entre as consultas.

“Os exames ajudam a encontrar riscos que ainda não causaram sinais, mas a prevenção depende de continuidade. Controlar a pressão, acompanhar a glicemia e o colesterol, praticar atividade física e seguir o tratamento indicado são medidas que protegem o coração ao longo do tempo”, concluem os especialistas.

Dor ou pressão no peito, falta de ar intensa, suor frio, náusea, desmaio ou desconforto que se espalha para braço, costas ou mandíbula exigem atendimento imediato e não devem aguardar uma consulta de rotina.

Saiba mais sobre o trabalho da UniClínica BH: @uniclinicabh

Fonte: Especialistas da UniClínica BH — clínica médica.

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